January 18, 2026

Novas Moedas – DOJO – Medium

Novas Moedas – DOJO – Medium

Credit:Dmitry Moraine/Unsplash

Falar sobre dinheiro é falar sobre trocas e transações que temos um com o outro. O dinheiro não é nada objetivo. É uma história coletiva. Uma ficção coletiva.

Neha Narula — Pesquisadora de moedas digitais.

Introdução

Nunca se falou tanto sobre o futuro do dinheiro. Estamos num momento crucial, em que a forma dada para se entender as transações financeiras é desafiada, e isso amplifica a possibilidade de vozes e iniciativas que desenvolvem o cenário econômico e tecnológico.

Provavelmente você, em algum momento, já preferiu solicitar um Uber pela praticidade. Ou já criou uma conta no Paypal, financiou algum projeto de crowdfunding, comprou algo pela internet, alugou uma casa no Airbnb.

A maioria das transações já são digitais, rápidas, práticas, e todas estas qualidades facilitaram o ato da compra. Menos analógico e mais invisível. Comprar é quase instantâneo, basta rolar o dedo no seu touchscreen ou apertar seu Amazon Dash Button, e a transação será rapidamente efetuada, com ou sem conta no PayPal.

Todas essas discussões e mudanças aconteceram graças ao FinTech, termo utilizado para as inovações e o uso de novas tecnologias na entrega de serviços financeiros. Em 2016, estima-se que este setor faturou R$ 450 milhões, no Brasil. Em breve, você poderá conhecer alguns dos exemplos mais bem- sucedidos nesse setor.

Neste caminho totalmente automatizado, as criptomoedas, primeiramente denominadas Bitcoin, já provaram que estão desafiando autoridades regulamentadoras, como bancos e instituições governamentais. E o futuro avança para um limiar revolucionário no qual a tecnologia possibilitará uma economia programável. Totalmente conectados, com inúmeros dispositivos, aplicativos e já com a internet das coisas estabelecidas em nossas atividades, as transações financeiras acontecerão automaticamente por meio de uma combinação e comunicação de tecnologias inteligentes (que evoluíram a partir do blockchain).

Em meio a todas as discussões, autoridades governamentais e instituições bancárias são colocadas em xeque e tentam correr na frente para absorver e entender estas transformações. Tudo aponta para um cenário em que pessoas poderão realizar transações mais facilmente, no qual a distribuição do dinheiro será mais democrática; as economias, mais eficientes e cooperativas, e não com as velhas fricções, senão com novas.

As diferentes eras e transações:

Transição | Analógica | Digital | Programável

Velocidade | Humana | Bancos | Software

FIN’S FACES

Pessoas que estão evoluindo a conversa sobre o futuro do dinheiro de forma prática.

Neha Narula — Pesquisadora de moedas digitais.

David Wolman — Autor do livro “O fim do dinheiro”

David Velez , Edward Wible e Cris Junqueira — criadores do Nubank

Keith Chein — PhD e professor em Harvard. Ele estuda o afeto e as relações

Don Tapscott — pesquisador do futuro das finanças digitais.

Elon Musk — empreendedor e visionário.

Afinal, o que é BLOCKCHAIN?

A cadeia de blocos, ou blockchain, é um sistema de dados compartilhado, ou seja, não existe autoridade central alguma, todas as transações que são registradas num sistema são públicas para todos os usuários daquele sistema. As transações são autenticadas por computadores que detêm algoritmos com um avançado sistema de criptografia, não havendo necessidade de um sistema central e único para autorização.

Esta tecnologia possibilita formas de pagamentos mais rápidas (em segundos), baratas e sem intermediários, ou seja, as transações não precisam passar pela chancela dos bancos nem por outra regulamentação (estadual, nacional, internacional).

Por meio desta inteligência de registros, foi possível desenvolver as criptomoedas. Atualmente, a mais famosa e popular criptomoeda chama-se Bitcoin, porém já existem muitas outras, como Etherion, Litecoins, Stellar, Dogecoins.

Esta tecnologia está rapidamente se tornando uma plataforma para setores diversos que necessitam realizar contratos inteligentes: identidades, plataforma para “internet das coisas”, gerenciamento digitais e contratos de alta inteligência.

DRIVERS

  1. FINTECH & MILLENNIALS

Microinvestimento/ Novos bancos

Data visualization/ Infográficos

Com os avanços tecnológicos, o setor financeiro deu origem a startups baseadas em serviços de tecnologia. Dentro das inúmeras áreas que envolvem interação, a gestão de negócios financeiros é considerada uma das principais áreas em debate. O mercado brasileiro juntamente com o internacional revela um crescimento exponencial e, com investimentos recentes, colocaram o mercado brasileiro entre os 8 maiores do mundo em investimentos fintechs.

As startups prometem nos livrar da burocracia, baratear custos, trazer agilidade nas transações, conveniência, máxima transparência, tangibilidade, acessibilidade e personalização. Os novos serviços financeiros recriam a relação entre pessoas e dinheiro, repassando para elas o comando de suas finanças. Falar de dinheiro se tornou mais palatável e atraente. Mais propositivas, educativas, visuais, transparentes e práticas, as startups desafiam a inovação e percepção dos bancos em relação à própria indústria, dando amplitude para as necessidades das pessoas em relação a produtos e a serviços financeiros.

NuBank

Sem agências, lojas, quiosques ou qualquer outro ponto físico de contato com os clientes. Ao mesmo tempo, eles vêm conquistando o público pelo seu atendimento humanizado. Isso seria suficientemente disruptivo, mas o que chama atenção é sua conexão mais profunda com as transformações na forma de se relacionar com as finanças e o engajamento com o público jovem. Recentemente realizaram o ‘Nu Festival’, em que promoveram workshops gratuitos e instalações de grafite em pontos do bairro de Pinheiros, em SP.

Banco Neon

Focado no público jovem, o Neon é totalmente digital. Para abrir uma conta, basta baixar o aplicativo em um celular com os sistemas Android ou iOS com câmera frontal. Só é preciso ser maior de 18 anos e ter um CPF válido.

Limitless

Investindo e gastando, sim. O Limitless é uma startup de microinvestimentos, que abalou o status quo de como investir, pois ele se baseia nos gastos do usuário: cada vez que os usuários gastam dinheiro comprando qualquer tipo de mercadoria, uma porcentagem (entre 2 e 20) é diretamente transferida para uma conta de investimento. O dinheiro é então investido em uma carteira de fundos de baixo custo: uma ótima maneira de se investir.

Finimize

O Finimize começou como uma newsletter diária que explicava o mercado financeiro. Atualmente, ele se tornou uma das plataformas mais conhecidas de planejamento financeiro. “Quanto preciso para fazer uma viagem para a Ásia? Para ter filhos gêmeos? Para comprar um sítio?”. Rápido, simples e livre de jargões, o aplicativo consegue entender as contas e criar metas sensíveis a sua condição. Criar um financiamento com pouco, traçar um plano para pagar as dívidas ou até mesmo investir com muito pouco.

Vemno

É uma rede social em que os usuários podem adicionar seus contatos e enviar montantes de dinheiro para eles. Todos os pagamentos são compartilhados entre os usuários.

2. CRYPTO REALITY

Fim do banco / Pagamento programável

Democratização do dinheiro/ Novos pagamentos/ Moeda local

“A democracia encontrará o dinheiro.” David Wolman, autor do livro The End of Money (O fim do dinheiro).

“Você não pagará depois de adquirir algo, você irá pagar por algo que você irá adquirir”. Linus Olsson — Fundador

As criptomoeda (ou criptodinheiro) é um meio de troca que se utiliza a criptografia para assegurar transações. Essa tecnologia é poderosa tanto para acessar sistemas, como para criar um próprio e descentralizado. Ou seja, as criptomoedas não precisam nem de governos nem de bancos para operarem.

Já para os cidadãos comuns, este novo mundo de pagamento descentralizado e muito menos burocrático promete resolver fricções importantes no sistema vigente, que é pouco democrático. Transações internacionais sem intermediários, facilidade de lidar e receber as finanças em qualquer lugar do mundo, as cryptomoedas são o primeiro passo para um mundo de pagamentos mais global, democrático e programável.

O destino das criptomoedas é, sim, rumo ao mainstream. Não só as marcas já estão se relacionando e vislumbrando oportunidades no uso de moedas virtuais com os consumidores, mas principalmente governos preocupados em estabelecer o modelo regulamentar certo a esta nova possibilidade (mais rebelde) de criação e troca de dinheiro digital. É crucial que governos estejam a par deste complexo e multipartidário mundo de serviços digitais, afinal essa tecnologia potencializa a operações fraudulentas de ocultar e verificar informações.

O mistério da criação

Seria Satoshi Nakamoto, o verdadeiro Banksy?

Sobre Bitcoin, todo mundo já ouviu falar, mas até hoje não se sabe quem é o verdadeiro criador. Especula-se que foi o engenheiro Satoshi Nakamoto, mas ele nunca se identificou como tal, pelo contrário. Atualmente a tecnologia criptográfica é classificada pelo FBI como um artifício de máximo perigo (assim como o armamento).

Governos e criptomoedas

Em lugares como China,Suécia, Estônia, Dubai já ocorrem programas-piloto para utilizar a tecnologia de blockchain dentro do governo e com a população. Enquanto Dubai planeja converter todas as transações do país para a tecnologia blockchain, o governo indiano atualmente está criando sua própria criptomoeda.

Gatcoin

Um novo projeto poderoso de criptomoeda, o Gatcoin consiste em uma bolsa de criptomoedas para marcas. Ele permite que as empresas emitam criptomoedas para os consumidores, substituindo cupons de desconto, promoções e pontos de fidelidade. As criptomoedas serão então usadas para comprar produtos ou até mesmo trocar para dinheiro em espécie.

CryptoRave

Movimento nacional que acontece em São Paulo, inspirado na ação global da CryptoParty, que tem como objetivo difundir conceitos e softwares básicos de criptografia. Criada em 2014, a cada edição recebe mais pessoas, cerca de 2.500 já participaram.

3. FUNFIN

Big data/ Novos valores/

Sexy Data / Descentralização

“Nós queremos que nosso dinheiro esteja num lugar mais seguro do que nossas selfies”.

Elon Musk

Em meio a este cenário de ampla transformação é possível encontrar novos experimentos criativos que tentam desvendar e evoluir as novas relações que se tem com o dinheiro (e também os problemas), que podem afetar essas experiências no futuro.

Já comentado anteriormente, as emoções ganham relevância nos estudos de tomada de decisão e influenciam, sim, comportamentos financeiros.

Para o indivíduo de redes sociais, as transações ficam mais transparentes e compartilháveis. Estamos prontos para confiar e trocar com pessoas a partir de um perfil on-line.

Diante de tanta transformação, surgem alguns questionamentos: “Como preparar os sistemas para esse cenário menos binário e mais complexo de entender os indivíduos? Como entender as transações como um objeto público?”.

Todas essas perguntas são pertinentes e fundamentais, inclusive é possível vislumbrar um cenário de pensamentos e experimentos que evoluem com tais dúvidas.

The future of money Award

Prêmio criado em 2009 para identificar novos problemas e soluções para o futuro do dinheiro e desenvolver o vínculo entre o setor financeiro e profissionais criativos de todo o mundo.

Veja o projeto vencedor de 2016.

Brand Currency, moedas e corporações

Pensando na descentralização das moedas e na provável impressão de seu próprio dinheiro, o designer Jade Dalloul deu um passo adiante ao imaginar como essas moedas poderiam ser.

Bitcoin art

À medida que a criptografia continua a ganhar reconhecimento, o artista Matthias Dörfelt redesenhou a cadeia de blocos Bitcoin em um formato mais familiar.

Published at Mon, 01 Jul 2019 20:02:00 +0000

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