Expectativas para o Mercado de Criptomoedas em 2020

1) Incertezas geopolíticas:
A reeleição nos EUA, a finalização do acordo comercial entre os EUA e a China, e as tensões políticas entre países do Oriente Médio com os EUA são potenciais catalisadores da alta do Bitcoin. Não apenas isso, vale lembrar que a maior parte dos ataques realizados por governos contra os criptoativos — em relação à forte regulamentação de criptoativos e da tecnologia blockchain — já foram realizados na maior parte — e estão precificados pelo mercado. Isso significa que podemos esperar notícias positivas para o ambiente dos criptoativos e da tecnologia blockchain no ano de 2020, uma vez que o pior provavelmente já passou. Esse é o caso de bancos europeus, como o da Alemanha, por exemplo, que provavelmente poderão manter Bitcoin em seus portfólios a partir de 2020. Ou seja, as grandes baleias e tubarões do mercado tradicional (bancos comerciais e bancos centrais) poderão entrar oficialmente neste jogo ainda este ano.
No entanto, as disputas do projeto Libra do Facebook e da TON do Telegram — que promovem meios de envio e recebimento de dinheiro por aplicativos de chat — com os agentes reguladores estadunidenses ainda vão dar o que falar em 2020. Vale notar que a implementação destas tecnologias irá certamente ampliar o uso de criptoativos nas transações financeiras mundialmente.
2) Drivers de crescimento:
De acordo com uma pesquisa realizada no final de novembro de 2019 pela equipe da exchange Binance com altos executivos de 200 dos seus grandes clientes institucionais, os principais drivers de mercado do universo de criptoativos permanecem sendo (1) as mudanças em regulações globais e locais, (2) serviços prestados por corretoras tradicionais, (3) o desenvolvimento de contratos de opções e outros derivativos, (4) ETFs do Bitcoin, (5) o desenvolvimento do projeto Libra, (6) e as Moedas Digitais de Bancos Centrais.
3) Halving do Bitcoin:
Não apenas isso, mas maio é o mês em que o tão aguardado halving do Bitcoin irá acontecer. Existem diversos cenários para o halving. Alta antes do halving. Alta após o halving. Nenhuma alta. Queda. Enfim, muitas possibilidades. Mas, independentemente das diversas teorias sobre o halving, há de se considerar que o preço do Bitcoin já realizou um recuo em 2019, de julho até dezembro, e poderá voltar a subir em 2020 — devido a várias questões já discutidas acima. De fato, em janeiro de 2020, o mercado já voltou a apontar para alta — o que aconteceu em todos os primeiros dias de janeiro do Bitcoin desde 2015. Começaram até mesmo a aparecer “previsões” para o preço de Bitcoin para mais de U$20.000, ou até mesmo alcançar U$100.000 — “to the moon”, como diriam os maximalistas, o que requereria mais de 1 trilhão de dólares no Bitcoin. Alguns ainda acreditam que o Bitcoin ainda pode cair até U$6.000, ou até mesmo U$3.000. Thomas Lee, da empresa de market research Fundstrat, acredita que o preço do Bitcoin ultrapassará U$20.000 em 2020, dado ao potencial de alta gerado pelo cenário de riscos, incertezas e conflitos geopolíticos nas economias globais, assim como o halving do Bitcoin e as eleições estadunidenses. Não apenas isso, mas ele e outros analistas acreditam que o halving nem mesmo está precificado ainda — afinal de contas, como foi dito acima, o mercado recuou bastante desde julho de 2019. Seja como for, a única dúvida que não temos é de que o mercado terá grande volatilidade em 2020. Abaixo um gráfico demonstrando o desenvolvimento do Bitcoin em relação aos halvings que ocorreram em 2012 e 2016:
Published at Mon, 10 Feb 2020 19:52:28 +0000
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